Balanço 2009 e Perspectivas para 2010
Poderíamos dizer que 2009 foi um ano ruim? Acredito que um ano diferente seria mais apropriado. Aliás, muito diferente. Após o estouro da bolha do mercado imobiliário norte-americano em setembro de 2008 todos nós sentimos a mudança. Em contato com executivos atuantes nos revendedores, distribuidores e fabricantes, todos afirmam que sentiram o impacto, principalmente quando o mercado estava aquecido e a demanda por tecnologia ativa. Na virada do ano os clientes finais ficaram mais seletivos, muitos projetos congelaram e os fechamentos com elevada tensão, o que fomentou a redução de margens para que realmente as compras acontecessem. As verbas cooperadas dos fabricantes foram reduzidas devido à contaminação do pessimismo da matriz, muitas vezes centrada no olho do furacão, em território norte-americano. O capital ficou mais escasso e com taxas de juros mais elevadas.
Apesar de toda dificuldade, o mercado respondeu bem, especialmente o brasileiro, onde fomos contemplados com boas notícias após as intempéries do primeiro semestre de 2009, com o dólar próximo de R$ 1,70, a confirmação da escolha do Brasil como sede para a Copa e para as Olimpíadas, a resposta do mercado de consumo com elevação das compras e a retomada lenta de projetos no segundo semestre, com aquecimento maior no último quarter do ano. Fechamos o ano ainda com a confirmação da prorrogação da MP do Bem e outras “bondades” do governo federal. A retomada no segundo semestre surpreendeu muitos fabricantes que não conseguiram responder rapidamente para a ativação de demanda, visto que o otimismo havia tomado conta dos gestores que realizaram previsões pessimistas de compra de matéria prima e demais insumos para a produção no final do ano. Com a demanda aquecida, acredito que muitos pedidos virem o ano sem atendimento, o que deve ser estabilizado até o final do primeiro quarter de 2010.
Quando olhamos para 2010 vislumbramos um cenário muito positivo, visto que a economia tende dar sinais firmes de aquecimento e ainda temos o benefício de ser um ano eleitoral. As compras do governo devem ser aquecidas já no primeiro quarter de 2010, como também do mercado privado, uma vez que o otimismo que paira no ar deve impulsionar a antecipação de ações no início do ano, diferentemente dos anos anteriores, que costuma tomar corpo apenas após o Carnaval. Temos percebido que as empresas que buscarem aproveitar as mudanças ocorridas em 2009 para reavaliar seus negócios e catalisar o processo evolutivo da gestão de negócios terão um ano novo como marco para uma nova fase positiva para a empresa, seguindo com resultados relevantes nos anos seguintes. Afinal, em mercados altamente competitivos como o de tecnologia e telecom, a defesa da seleção natural de Darwin nunca foi mais aplicável, uma vez que sobreviverão os que melhor se adaptarem, não necessariamente os mais fortes. Realmente 2010 promete. Um ótimo 2010 para todos!
Roccato
29 de Dezembro de 2009 @ 15:39
Um grande 2010 para todos os amigos que trabalham para o engrandecimento dos canais de distribuição do Brasil!
Sergio Basilio